“Lev Yashin era o pacote completo. Inteligente, líder e corajoso” – Uma pequena análise numa derrota contra Portugal em 1966

 – Portugal-União Soviética (2-1), 3/4 lugar Mundial 1966.

Lev Yashin era o pacote completo. Inteligente, líder e corajoso. Via as coisas primeiros que todos os outros e ajudava, a resolver os problemas, a sua incrível capacidade atlética. Dava medo… muito medo ao adversário.

O que mais impressiona deste jogo é a sua capacidade fora dos postes para o jogo aéreo. Quando ia, e falava, era para resolver. E não eram geradas segundas bolas. Além disso, a sua capacidade com os pés. Sim, isso mesmo. Sabia jogar curto – apesar disso não ser tão necessário quanto é na actualidade – e tinha uma potência incrível também para as maiores referências centrais no ataque soviético. Estas duas coisas que se aprimoraram certamente pela necessidade e requisição das mesmas. A batida, para as referências potentes soviéticas e o jogo áereo porque era assim que o adversário criava perigo (e todos, regra geral). E muitas horas de repetição, gera primor técnico e confiança na sua execução.

O posicionamento nos cantos era quase no poste contrário. Talvez pelo peso da bola ser alto e ser esta previsível “levantar”. E pasmem-se, sendo isto igual aos 2 GRs (do outro lado José Pereira, 2 anos mais novo que Yashin – que tinha 36 – e que jogou muitos anos no Belenenses). Exemplo na imagem seguinte a “vermelho”:

Exemplo da capacidade aéreo e o “à vontade” para jogar curto… mesmo que não fosse algo muito requerido:

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