E quando é o próprio profissional a admitir um erro num golo sofrido? O exemplo de Moya 

Quando interpelado no Twitter sobre um golo sofrido, Moya respondeu na sua rede social de forma direta “na jogada do 2-3 devia ter saído. Mas em campo não fui capaz de ler a jogada dessa forma”

Ficámos felizes pela frontalidade e curiosos sobre o lance. E fomos ver:

Esta foi a causa da não saída ao cruzamento. A bola estava parcialmente coberta por 3 oponentes, havia grande aglomerado de jogadores na zona central da área ofensiva e depois surge Domingos Duarte a cabecear ao segundo poste.

Logo quando Moya diz de forma convicta que se devia ter saído… não se saiu porquê? Por isto: deficitária análise de trajetória da bola. Talvez por esta percepção que o perigo estaria na zona central, partiu pouco depois da bola partir do pé do homem que cruza sem interpretar força e alcance da bola em todo o seu movimento. Dá esse passo em “falso”, como está na imagem acima, e depois só consegue ter a análise/decisão de fechar a baliza. E já foi tarde.

E se devia ter saído? Difícil essa decisão e ação. Apesar da bola ter sido muito aberta, ele com este posicionamento teria de correr muito para chegar no ar ao destino da bola. Com um posicionamento mais central talvez conseguisse. Só para complexificar ainda mais esta ação e todas as decisões até remate…

Video do 3o golo sofrido da Real Sociedad, por Moya, na derrota por 3-2 contra o Granada:

 

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