#J2 Liga Portugal 20-21 – Massacres impedidos, estreias (novamente), invencibilidades e… excesso de gelo

Em nova jornada da Liga Portugal 20-21, trazemos novamente tudo o que se passou na principal liga portuguesa no que diz respeito aos guarda-redes. Podem ler sobre a Jornada 1 (aqui)

[SC Braga 0-1 Santa Clara]: (ver resumo aqui)

O jogo começou praticamente com uma defesa incrível de Marco Pereira, da equipa visitante, que deu assim seguimento a uma jornada inaugural onde foi o melhor GR da jornada, e tudo isto no primeiro minuto de jogo. Alguns segundos depois… o Santa Clara chegou ao golo num lance de difícil decisão e execução técnica para o GR tentar defender a uma bola que estava a saltitar. Fixar, aproximar o mais possível do avançado… tudo isto era uma decisão complexa e o GR, Mattheus, ficou “limpo” de culpas. Entre sortes e azares, mediante o olhar com que se olha, num jogo que se foi desenvolvendo com muito perigo que foi rondando a baliza do Santa Clara com bolas no poste ou a embater no seu guardião. Ficou assim, com 1-0, e a segunda baliza inviolada de Marco Pereira. Vem na senda do seu fantástico início de época do ano passado.

[Marítimo 2-1 Tondela]: (ver resumo aqui)

O jogo do excesso de “gelo” de Amir, que já foi muito falado na televisão e redes sociais pelo excesso de perdas de tempo na partida.

O primeiro golo do Marítimo, num cruzamento antecipado, Niasse podia encurtar um pouco e criar ali uma situação de 1×1 (o remate foi disferido no limite da pequena área em zona central). Em resposta o Tondela num livre empatou numa recarga após Amir desviar para a frente um remate que tinha sofrido um desvio. Mas se a bola não era de todo fácil… Amir estava algo desequilibrado no momento em que o remate é disferido (em primeiro lugar) e depois fez apenas a defesa no limite e de recurso. Aí o Tondela marcou, na falta que deu origem a esse livre, e um defesa do Marítimo foi expulso. E se parecia que tudo se ia começar a complicar… eis que no lance seguinte, num remate de fora da área a cair perto do GR, Niasse larga para a frente, faz a aproximação e defende a segunda bola mas foi incapaz de parar a 3a bola. Tomou a decisão de tentar agarrar de baixo para cima (com a bola a ter que ficar na zona do abdómen) com uma bola que tinha ressaltado e vinha na trajectória contrária. Erro técnico claro e depois ainda teve a boa reacção de evitar a 2a bola mas foi impotente para a última repetição. Jogo infeliz para Niasse.

Do outro lado Amir foi sendo seguro, mas seja por sua liberdade individual ou por imposição… é de evitar o acumular de “lesões”. Não teve momentos de grande perigo na defesa de baliza excepto um remate de longe no último lance do jogo praticamente onde fez um bom desvio por cima da barra.

[SL Benfica 2-0 Moreirense]: (ver resumo aqui)

Um jogo de sentido quase único, onde a figura maior nas baliza foi Pasinato na baliza do Moreirense. O homem foi quase intransponível e só não conseguiu parar o inevitável. Sem culpas nos golos sofridos, foi parando tudo o que conseguia ao seu estilo de “shot-stopper”. A sua pior decisão que não golo por um grande corte do seu defesa perto da linha de golo, foi numa bola na profundidade onde não mediu bem o momento de saída e onde devia fixar e acabou por o fazer fora da área. Mas acabou pelo melhor nesse lance para a sua equipa. Se o resultado não avolumou para números maiores, é porque Mateus Pasinato impediu que tal acontecesse. Mesmo a sofrer dois golos, foi eleito pelos adeptos (na Liga Portugal) como o melhor guarda-redes da jornada. E é percetível o reconhecimento. 

Do lado da equipa do SL Benfica, Odysseas teve um pequeno susto a remate que sofreu desvio de fora da área e fez uma defesa para canto onde estava muito bem equilibrado no momento do remate e após o desvio.

[Boavista 0-5 FC Porto]: (ver resumo aqui)

No Derby do Porto, o campeão nacional FC Porto foi golear um Boavista renovado esta temporada no plantel e ambição. Um resultado que se inaugurou e aumentou na 2a parte apenas, num jogo de relativo equilíbrio na primeira metade.

Na segunda parte, Léo Jardim quase acordou com um golo sofrido. Já na semana anterior tinha sofrido um golo num remate em zona diagonal à baliza em que passa por cima do seu tronco e muito se deve ao posicionamento muito perto da baliza, aumentado a zona ascendente para o destino do remate que vem forte. Um passo à frente, e com o corpo relativamente baixo como costuma encarar este tipo de remates em zonas diagonais, podia evitar boa parte dos perigos pois intercetaria a bola no movimento de início da sua ascensão. Logo a seguir Marchesin fez uma dupla defesa em que, ao contrário do Léo, permaneceu com o corpo mais alto e conseguiu ter as mão activas para parar os golpes adversários. E a partir daqui… o argentino na baliza portista ajudou a desesperar os rivais e o FC Porto não parou até golear.

O segundo golo sofrido é um livre que sofreu um ressalto na barreira e foi para o lado contrário do GR, o terceiro foi numa transição defensiva onde Léo perdeu alguns milésimos de segundo a perceber se podia aproximar ou retirar profundidade e fixar, mas sem maiores responsabilidades num remate feito forte e para o poste longe. No quarto golo, numa obra-prima de uma bola parada ofensiva do Porto, novamente Léo Jardim podia esboçar uma aproximação ao avançado ao invés de permanecer na baliza e esperar pelo estímulo para defender, mesmo que num lance de complexa análise pela inovação adversária na sua cobrança. Aproximação que aconteceu num 1×1 que o GR criou perto do final da área e defendeu com o pé após um dos seus colegas perder a bola e originar um lance flagrante de golo bem evitado pelo guardião brasileiro. O último golo surge no último lance da partida e foi um remate muito bem disferido para o canto inferior, sem maiores hipóteses para o GR.

[Farense 0-1 Nacional]: (ver resumo aqui)

Hugo Marques depois de se estrear oficialmente na 1a liga na semana passada, pelo Farense, fez nesta partida a sua estreia como titular. Um jogo entre equipas que subiram à principal liga portuguesa este ano. Um jogo bom dos dois guarda-redes, Hugo Marques e Daniel Guimarães respectivamente, com algumas defesas complicadas cada um (na 1a parte). Na segunda num jogo mais “morno” e monótono, foi um lance individual de Riascos que fez um remate fantástico para o poste contrário num lance de dificuldade elevada para o GR responder no tempo certo “em baixo” até pela dificuldade em entender qual o momento em que o adversário ia rematar. Bons desempenhos individuais dos guarda-redes, sem dúvida a melhor parte desta partida.

[Gil Vicente 1-0 Portimonense]: (ver resumo aqui)

O Gil Vicente fazia a sua estreia esta temporada oficialmente, após o adiamento do jogo inaugural contra o Sporting CP por casos de covid-19… e chegaram da melhor forma! Tão boa forma que Dénis, na sua baliza, foi mesmo o herói da partida com um penalti defendido! Do outro lado esteve Samuel que fez uma boa defesa na primeira parte num deslocamento curto após cruzamento rasteiro antecipado e com uma boa precisão de uma das suas mãos evitou o golo em contrapé (ou mão, no caso). No golo sofrido, num 1×1 por si criado após uma aproximação ao avançado, este último tocou a bola por baixo do GR que seguia em movimento e fez o gesto técnico mas em vão. Este tipo de 1×1 tem geralmente este tipo de finalização associado ou de fintarem o GR, sendo ambas difíceis para o GR parar. Para reflexão: aproximação agressiva mas acabar por fixar e daí responder ao remate, talvez fosse uma melhor decisão e com mais possibilidades de êxitos para o perigo que dali podia advir.

[Paços Ferreira 0-2 Sporting CP]: (ver resumo aqui)

Tal como o Gil, o Sporting também fazia aqui a sua estreia nesta edição da liga. Com Adán em estreia total em Portugal, na baliza leonina, e Jordi na baliza pacense novamente. O espanhol do Sporting pouco trabalho teve, não tendo nenhum remate à baliza para opor mas deu boa segurança à equipa naqueles pequenos pormenores que se podem tornar pormaiores, passe a expressão, se não forem cumpridos como coberturas, comunicação, decisões únicas e convictas, entre outros.

Foi um jogo com poucas acções para os GRs, sendo que Jordi foi o que teve mais momentos defensivos. Uma boa defesa na primeira parte num remate que acabou por sair ao primeiro poste e o GR brasileiro desviou, sendo que segundos depois viria a sofrer golo de penalti. Na segunda parte sofreu o segundo golo num lance onde acabou por não esperar aquele tipo de desvio e descaiu o corpo para trás, tirando-lhe mobilidade para defender.

[Rio Ave 0-0 Vitória SC]: (ver resumo aqui)

Num jogo de aspirantes a lugares europeus, surgiu um nulo. Uma equipa entre jogos de qualificação para a Liga Europa como a equipa da casa e o Vitória que tinha perdido na jornada inaugural  em casa. Um jogo… morno. Kieszek em maior destaque, tendo mesmo a defesa da jornada para a VS Sports a um desvio por cima da baliza de uma “trivela” de Quaresma. Do outro lado Varela repetiu a titularidade e teve uma noite relativamente tranquila.

[B SAD 1-2 Famalião]: (ver resumo aqui)

André Moreira na baliza da equipa da casa e na “ressaca” de uma baliza inviolada e vitória em Guimarães e Zlobin, do outro lado, após goleada sofrida contra a sua anterior equipa. Zlobin sofreu o primeiro e único golo seu sofrido num cruzamento ao primeiro poste e aparece um avançado a cabecear ao poste perto. Se em termos posicionais faz sentido, em activação e preparação para a acção nem tanto. Muito fixo e preso e lento de reacção mas passa limpo ao olhar geral no lance. Esta pequena correcção pode dar mais sucessos futuramente.

Na segunda parte o Famalicão virou a partida. Tal como Léo Jardim acima referido, no primeiro golo sofrido podia ter encurtado ao portador da bola no momento do remate, como não o fez… ficou com reduzida reacção para a defesa. No segundo golo sofrido, numa transição defensiva, fixou algo longe do batedor… contudo, e com vislumbre de jogador ofensivo ao lado que podia receber e marcar, era sempre uma decisão e acção difíceis para o GR. Ao minuto 70, Zlobin fez uma boa defesa em baixo no poste perto evitando o empate.

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