#J4 Liga Portugal 20-21 – Já não existem imbatíveis… mas houve um HdJ num estreante (bem conhecido)!

Em nova jornada da Liga Portugal 20-21, trazemos novamente tudo o que se passou na principal liga portuguesa no que diz respeito aos guarda-redes.

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Podem ler sobre a Jornada 3 (aqui)

[Gil Vicente 1-1 Tondela]: (ver resumo aqui)

Denis sofreu um golo de um cruzamento directo que acabou na sua baliza. O guardião brasileiro era um dos imbatíveis até à entrada desta jornada e deixou de ser… Num cruzamento aberto, praticamente na linha lateral e com bola coberta, Denis estava muito defensivo (ao primeiro poste) e acabou por sofrer do lado contrário apenas pelo seu posicionamento inicial. Com o Tondela desde cedo com um jogador a menos… Denis desta vez não ajudou a conquistar 3 pontos. E do outro lado… a infelicidade de um foi a oportunidade de outro! Niasse foi expulso numa saída muito mal calculada fora da área e entrou para o seu lugar Pedro Trigueira. E este último sofreu o golo, onde podia ter encurtado um pouco no 1×1 do adversário mas mesmo assim foi a tempo de ser eleito o melhor em campo com várias defesas difíceis.

Pode ser a oportunidade que poucas vezes teve com Makaridze no Vitória FC ou Jhonatan e Pasinato no Moreirense. Pode voltar à ribalta e aproveitar este espaço para se cimentar como sucessor de Cláudio Ramos.

[Marítimo 1-2 Portimonense]: (ver resumo aqui)

O Marítimo vinha de uma vitória importante e histórica no Dragão e recebia a equipa de Portimão que ainda não tinha derrotas. E os últimos inverteram a tendência… com uma vitória com uma remontada.

Amir sofreu a remontada sendo que passa despercebido em ambos os golos sofridos e do outro lado foi igual com Samuel. E cada um fez pelo menos uma gigante defesa mas foi Amir a ter a defesa da jornada para a VSports:

[SC Braga 2-1 Nacional]: (ver resumo aqui)

Daniel sofreu um golo que se candidata a golo do ano de Fransérgio, de fora da área, onde o GR não esperava de todo aquele remate. Estava algo à frente e teria de cortar a trajectória da bola. Missão impossível. No segundo golo também passa ao lado do mesmo no que diz respeito a culpas e acaba o jogo “em grande” pois a partir daí defendeu tudo o que podia e conseguia. Evitou a goleada e manteve o Nacional em jogo.

O Nacional marcou perto do final da partida onde Mattheus defendeu o primeiro remate em 1×1 e na recarga sofreu o golo. Jogo tranquilo para si mas sem a baliza inviolada.

[Sporting CP 2-2 FC Porto]: (ver resumo aqui)

Adán mantinha a titularidade já com Max no banco e Marchesin voltava à baliza portista após lesão que o afastou da derrota contra o Marítimo na jornada anterior.

Adán tem logo no início da partida, poucos segundo após começar o jogo, uma grande defesa num cruzamento lateral que terminou a rondar a baliza mas com um grande gesto com a mão esquerda – menos dominante – a dar mostras da importância da bilateralidade. Saiu quase de forma imaculada mesmo com dois golos sofridos, o primeiro num grande cruzamento ao 1o poste e um desvio forte sem grande possibilidade de reacção e o outro numa excelente acção individual de Diaz que acabou no 1×1 por meter na zona “morta” do GR, que é o ombro.

Do outro lado só se pode apontar o primeiro golo sofrido a Marchesin, sabendo que segundos antes desse golo inaugural fez uma incrível defesa no 1×1. Nesse golo de Nuno Santos, no momento de deslocar para o lado da bola, ficou mal orientado e muito “baixo” daí que tenha feito cair o corpo para a defesa para dentro da baliza e não para a projecção dos membros superiores para desviar lateralmente. Erro de enquadramento num remate muito potente e imprevisível no momento em que iria ser disferido. No segundo golo ainda evitou o primeiro desvio ao primeiro poste mas foi impotente para defender a recarga. Durante a partida fez 3 defesas no 1×1, sendo duas delas muito complicadas.

[B SAD 0-0 Moreirense]: (ver resumo aqui)

Duelo entre duas das equipas que melhor têm defendido nesta época e entre guarda-redes que estão em óptimos momentos de forma: André Moreira e Pasinato.

E claro que tinha de terminar dessa mesma forma… anulado! E que grandes exibições de ambos os guarda-redes a dar continuidade ao trabalho que têm feito esta temporada. Após uma primeira muito morna… existiu uma segunda metade muito ritmada e onde podiam ter existido vários golos não fossem os guarda-redes. André Moreira com 3 grandes defesas sendo as duas primeiras (1×1 e um cabeceamento dentro de área) mais complicadas e Pasinato do lado contrário principalmente numa dupla defesa perto do fim do jogo onde desvia a soco um cruzamento e restabelece rapidamente para defender um remate forte exterior que desviou por cima da baliza.

Belo jogo e ambos os GRs mereciam ajudar às vitórias das equipas mas o nulo assenta bem para o trabalho de ambos. E para André Moreira… já são 3 jogos (em 4) sem golos sofridos. Há esperança para aquele que era um dos guarda-redes mais promissores em Portugal há poucos anos… 

[Paços Ferreira 2-1 Santa Clara]: (ver resumo aqui)

Um imbatível Marco Pereira, e restante equipa açoriana, deslocavam-se à Cidade do Móvel em busca da vitória e de manter o registo defensivo.

Mas foi um jogo onde ambos não foram protagonistas… e passam pela partida sem grandes culpas individuais nos golos. Marco sofreu um golo num cruzamento forte antecipado onde surge um desvio para cima ao primeiro poste e depois na segunda parte sofre um golo em remate interior na diagonal para o poste longe. Já Jordi, na baliza do Paços, sofreu um golo de cabeça onde talvez conseguisse dar melhor uso aos membros inferiores para ajustar ligeiramente e voar mas mesmo assim sem grandes culpas no lance. Durante o jogo revelou algumas dificuldades técnicas e está a gerar algumas segundas bolas que podem ser prejudiciais a breve prazo. Perto da linha de golo respondeu bem um par de vezes e ajudou a equipa à primeira vitória na época.

[Farense 3-3 Famalicão]: (ver resumo aqui)

Os grandes atrativos nesta partida partiam da questão se o Farense iria conquistar os primeiros pontos na época e do reencontro de Defendi (agora no Farense) com o “seu” Famalicão das épocas anteriores.

E foi mesmo a sua equipa que começou – e acabou – a sorrir. Rapidamente chegaram ao 2-0 na partida com dois golos semelhantes de canto entre o primeiro poste e a zona central e onde Zlobin pouco podia fazer no que diz respeito às acções directas nos lances. Contudo falta-lhe mais presença na área e principalmente mais autoridade no seu espaço, isto olhando numa visão mais abrangente e contemplando os jogos anteriores. Neste em concreto, defesa da equipa muito macia e permissiva. E ia para o intervalo com 2-0 para a equipa de Faro.

E o resto da história conta-se rápido: O Famalicão entrou fortíssima na 2a parte e deu a remontada onde Defendi nada podia fazer de melhor (globalmente falando), ele que jogava contra uma equipa e que sempre que batia para a baliza tinha selo de golo… De relembrar que o primeiro sofrido foi de penalti. Perto do apito final da partida o Farense chegou ao 3-3 final num passe para a profundidade e aqui sim há dúvidas a levantar em Zlobin. Não na acção final mas a decisão táctica de não ter lido bem a trajectória da bola durante o passe e que ia ficar mais perto do pé do avançado, numa zona entre corredores e com defesa perto e onde mesmo assim fez uma aproximação e fixou muito longe da baliza. Teria sido melhor transitar para a baliza e esperar pelo remate de primeira do avançado ou por novo toque – e aí já teria defesa perto para tentar condicionar. A rever estes temas de tomada de decisão no espaço.

[Rio Ave 0-3 SL Benfica]: (ver resumo aqui)

Este jogo é o de resumo mais rápido: um jogo quase de sentido único para os “encarnados” e onde tiveram golos anulados e mereceram a vitória categórica.

O Rio Ave foi muito monótono nas suas funções e acções e isso foi transversal a toda a equipa. No primeiro golo sofrido por Kieszek, tomou a decisão de continuar a correr numa bola aérea que vinha do lado oposto e que se deslocava para uma zona aberta onde havia um adversário e um defesa perto e Everton percebendo da aproximação e tentativa de criação de 1×1 do guardião, deu de primeira para o outro colega da frente que marcou golo com a baliza apenas coberta por defensores do Rio Ave. Má decisão ao nível táctico e que “facilitou” toda a acção do adversário. Nos outros dois golos, o primeiro numa transição defensiva com grande superioridade numérica do adversário na sua área e o segundo também, mas por via de uma segunda bola após cruzamento… pouco podia fazer.

Do outro lado Odysseas teve uma noite tranquila, com especial destaque para uma defesa no início da segunda parte num 1×1 que foi por si criado perto do final da área onde não vacilou no momento do remate.

[Boavista 0-1 Vitória SC]: (ver resumo aqui)

Boavista continuava à procura da primeira vitória na época e o Vitória SC que estreava João Henriques como treinador após a saída de Tiago.

Léo Jardim sofreu um golo incrível de Marcus Edwards, e onde mal viu a bola partir por ter um defesa a obstruir a visão e onde acabou por essa sua tentativa de ver a bola desequilibrá-lo para o momento da defesa de um remate que não passou longe de si. Numa equipa totalmente nova comparativamente com a época passada são normais estes problemas de coordenação entre GR e defesa. Podia ter havido alguma comunicação de Léo para com o defesa mas o lance foi muito rápido no pensamento e execução e era difícil naquele momento fazer melhor. Mas para rever estes aspectos de relação entre jogadores para evitar desequílibrios.

Do outro lado Bruno Varela manteve a sua 3a (em 4) baliza inviolada e o lance do golo referido… começou num pontapé de baliza longo para a largura do meio campo, sendo também protagonista no momento ofensivo. E disferiu estas reposições com alguma frequência e eficácia na partida. Tem estado bastante comunicativo também e isso ajuda muito a todos os que estão em seu redor nos momentos de aperto. O melhor e mais consistente jogador do Vitória SC neste início de temporada.

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