(Análise) A descoordenação defesa-GR, do integrado ao individual. Diego Alves – Flamengo na Copa

Por Gonçalo Xavier, Editor e Fundador d’A Última Barreira

“Queremos uma defesa subida”… mas não sabemos o que é uma bola coberta/descoberta e o posicionamento óptimo a esse momento. Quem cobrir, quem vai e quem fica, como me oriento, onde me posiciono… são questões que exigem uma coordenação colectiva e individual muito elevada num ataque contrário a poucos toques. Mas tem de existir pelo menos alguns indícios que isso pode ter sucesso no futuro.

Qual deve ser o papel de Diego Alves numa defesa que se quer mais subida? Que ele, também, se adapte nesse momento de transição defensiva e que saiba estar bem posicionado e orientado para esses estímulos que surjam. Ou seja, em teoria, se a defesa sobe… o GR “é puxado” para a frente para diminuir distâncias entre si e a defesa e assim evitar que seja dado um espaço extra ao ataque contrário de explorar. É por isso que vamos reflectir sobre o golo sofrido por si, na Copa Brasil, contra o Athletico.

Bola vinda do lado esquerdo ofensivo e a noção de bola descoberta.

A bola chegou ao avançado (1o toque):

 

1a recepção de bola e sem oposição à frente – avançado só olha para a bola, não olhar para o espaço ou o GR.

Defesa subida e… onde está o GR? Bola, nesta jogada, sem grandes variações de flanco (Apenas esquerda – centro), quem dá cobertura ao lateral direito, além do defesa que não está bem orientado e posicionado?

2o toque do avançado:

Ao 2o toque do avançado e neste contexto todo (bolas descobertas, défice de coberturas, defesa subida e com bola no espaço) e Diego Alves está muito defensivo. O controlo do lance está a dar, na sua totalidade, ao avançado contrário. Quando o avançado dá este toque, já Diego Alves podia/devia estar uns passos à frente e quando ficasse desorientada a recepção, atacar a bola depois de uma aproximação rápida e ter o controlo do lance.

Diego Alves vai começar o movimento de aproximação aqui… e o avançado, após o desconforto anterior, já consegue olhar para o GR e baliza e assim decidir…

Entre o 2o e 3o toque do avançado:

Já passou o desconforto e consegue olhar para a baliza. Diego Alves só aqui começa a movimentar. Quando o avançado remata, Diego Alves ainda está em movimento de aproximação (e longe do avançado) em vez de estar bem fixo e pronto para defender. Podia ter o controlo do lance mas, desde cedo, deixou o avançado (mesmo sem conforto em alguns momentos) tomar a melhor decisão sem oferecer maior oposição.

Video:

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