Pasinato (Moreirense) ultra solicitado com 11 defesas – destaque dentro de postes e fora nem tanto

O Boavista recebia, na noite de ontem, o Moreirense quando perdeu por 0-1 num jogo em que teve grande domínio na partida. Mateus Pasinato, guardião da equipa visitante, fez 11 defesas – dentro dos postes – sendo alto destaque nesse espaço e fora do mesmo… nem tanto, falhando algumas saídas pelo ar durante o jogo (4, no caso, registadas no Instat, que podem ver aqui). Para a fase da época tão preliminar, é de valorizar tudo o que acontece de bom num guarda-redes – e qualquer jogador – e no que de menos bom acontece, é preciso entender este momento tão único de regresso tão peculiar à competição.

Mas certo que é que numa jornada inicial com mais erros graves, em proporção, que acertos para os guarda-redes que jogaram, e que tiveram influência negativa nas partidas, acaba um jogo com 11 defesas e estas saídas fora da baliza erradas e fê-lo com baliza inviolada e uma vitória. E o erro aqui é menos focado por comparação com os seus outros companheiros que não tiveram o factor “sorte” e apenas é mencionado apenas se tiver consequência no resultado final e não por ser um erro por si. Assim, para o olhar público, é menos falado. Isto também é uma lição para todos em que se falha e se erra e o foco extremo em cada um desses pólos pode ser exagerado. Aqui valorizamos as defesas do guardião neste regresso pela quantidade e alguma qualidade e factor decisivo para a partida mas temos, num sentido educativo, de mostrar os erros também. Temos esse dever. Não é mais nem menos que ninguém por isso… é apenas humano, que está a passar também ele um momento único na sua carreira – como todos os colegas de profissão – após confinamento, e que isso acarreta problemas nunca enfrentados até agora. E se errou algumas vezes no ar, é também importante valorizar a forma como recuperou sucessivamente dos mesmos.

E deixamos para reflexão: Pasinato não tinha no jogo aéreo um dos seus maiores problemas na posição de guarda-redes. Como é que, após 3 meses sem competição, é que no regresso teve tantos erros nesse momento de jogo? Deixou de ser bom? Ou será que o confinamento em casa, o pouco tempo de preparação para este regresso à competição (em média 2 semanas de trabalho individual e 3 de colectivo) e a ausência de períodos competitivos – jogos amigáveis – essenciais para ativar os jogadores para a competição e também de espaços alargados para o trabalho durante estes 3 meses sem futebol oficial influenciam negativamente os atletas quando a pressão e exigência aumenta? Ficam as questões abertas que não há respostas, neste momento, para se dar.

Deixamos as 11 defesas que fez ao longo da partida onde se destaca um penalti a dois minutos do final em que defende a recarga… mesmo que de forma algo insólita. Ora vejam esses momentos positivos na partida do guardião brasileiro que, num regresso à competição, teve um dia de muita solicitação e exigência física, técnica e mental. E que correspondeu na globalidade para o resultado final: